Ocupações nos colégios do Rio



Amigos, tive durante um período não muito longo o prazer de conhecer o Colégio Visconde de Cairu quando, já pela terceira vez, tentava cursar a única matéria que me faltou para me formar no curso de licenciatura em Geografia, a tal da prática em ensino.
Apesar de ter estudado até a quinta série em escola municipal, minha experiência mais recente tinha sido no Pedro II, primeiro como aluno (durante 7 anos) e depois como estagiário (2 vezes).
O contraste entre o Pedro II - Humaitá e o Visconde de Cairu era evidente, principalmente na estrutura das escolas e na origem social e geográfica do alunado. Porém, percebia que em comum às duas escolas existia uma apatia na relação professor-estudante-escola que me incomodava a ponto de não conseguir mais fazer parte daquilo (e não me ver trabalhando com isso).
Não por distanciamento, muito pelo contrário. Mergulhei em lembranças de que por mais idealizada que seja nossa vida escolar (e todas as incríveis e verdadeiras descobertas, aprendizados e amizades) esta apatia opressora foi a tônica durante a década estendida que passamos neste ambiente.
Não existimos para ficarmos horas sentados, calados, ouvindo um professor desmotivado tentando transmitir um conhecimento que muitas vezes nada nos interessa. O ambiente escolar, principalmente o do Pedro II, era muito opressor: não só pela disciplina exigida mas pelas 'brincadeiras', que comumente descambavam pra um machismo grosseiro, homofobia gritante, e mesmo racismo explícito.
A realidade no Cairu, d'outro lado da cidade, era bem diferente. A disciplina não era o forte. A professora preferia ter pouquíssimos alunos em sala, desde que esses não lhe trouxessem problemas. A aula se limitava à cópia de alguns parágrafos, os quais os alunos pouco entendiam. Entretanto a tônica era a mesma: um ambiente de enganação.
O Estado finge que se importa, que dá estrutura; os professores fingem que recebem bem, e que tem possibilidade de trabalho; os alunos fingem que se interessam e que aprendem.
É por isso tudo que tenho absurda admiração aos vários colegas que se alistaram nesta guerra que é a luta por melhorias na educação escolar no Brasil!
Passado este tempo na prática de ensino já me maravilhei e emocionei com várias experiências destes amigos que mantém a esperança acesa. Com as suas dedicações, alegrias e decepções. Mas principalmente com a energia juvenil e necessariamente transformadora que trazem e compartem com seus alunos.
Para mim a luta será em outras trincheiras, porém sempre quando puder estarei lado-a-lado, pois sei que só a educação transforma, e a sociedade é um espelho do que acontece na escola.
Por fim, e o mais importante, exponho que me traz um mar de esperanças nosso atual momento (muito, mas muito além daquela depositada na grande política oficial que afunda na corrupção sistêmica e nos pântanos da propaganda enganadora e emburrecedora).
Ver os alunos se mobilizando junto à seus pais e professores e aos funcionários para ocupar seus ambientes escolares é o ápice dessa esperança!

Para acompanhar:






https://www.facebook.com/Educa%C3%A7%C3%A3o-Municipal-e-Estadual-do-Rio-em-GREVE-1398534863703304

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Lista e páginas das escolas ocupadas no RJ:
[‪#‎RIODEJANEIRO‬] ATUALIZAÇÃO: SEGUE LISTA DAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS CONFIRMADAS , 05 ABRIL, SEGUIDO DE ENDEREÇO E PÁGINA:
1- ‪#‎OcupaMendes‬: Rua Pio Dutra, 353 - Freguesia (Ilha do Governador), Rio de Janeiro - RJ, 21911-200
2- ‪#‎OcupaGomes‬: Rua São Maurício, 87 - Penha, Rio de Janeiro - RJ, 21070-490.
3- ‪#‎OcupaHL‬: Endereço: R. Cuba, 320 - Penha, Rio de Janeiro - RJ, 21020-160. - C.E Heitor Lira
4- ‪#‎OcupaCairú‬: Rua Soares, 95 - Meier, Rio de Janeiro - RJ, 20780-070.
5- ‪#‎OcupaEuclydes‬: Rodovia Amaral Peixoto, Lote 1 - São José de Imbassai, Maricá - RJ, 24942-395.
6- ‪#‎OcupaNery‬: Av. Santa Cruz, 2 - Humberto Antunes, Mendes - RJ, C.E Dr°João Nery
7- ‪#‎OcupaMatias‬: Rua Conde de Araruama, 439 - Centro, Macaé - RJ, 27910-300 - C.E Matias Neto
8- ‪#‎OcupaBacaxa‬: Rua Capitão Nunes, S/N - Bacaxa - Saquarema / RJ - Escola Técnica Estadual Helber Vignoli Muniz
‪#‎OcupaEscola‬

A trans crucificada pela hipocrisia escancarada



Pra não passar em branco:
(Atenção! Contém doses de sinceridade que podem ser chocantes pro cidadão de bem que for componente de uma das famílias tradicionais desse nosso Brasil...)
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A trans crucificada pela hipocrisia escancarada
Não temos pastor, padre, bispo ou papa
Não temos governante, nem patrão divinos
Temos crenças e descrenças,
Dúvidas e esperanças
Fé na vida, no nada, no infinito
E no ancestral pé na terra molhada (a cabeça no espaço sideral)
Foi quando escutou-se um grito
Esganiçado
E outra vez o ódio venceu
Mais um a menos
Todos os dias, aos montes
Vítimas do preconceito
Dessa sociedade hipócrita
Que não cansa de ouvir choro de mãe.
Revolta silenciada
Soluços sem soluções
Mas a máquina não para!
Empresário, pastor e deputado
Pede o cartão pra vender a fé
E na ungida promoção leva o ódio grátis
Ódio que compensa o desespero
Da gente humilde e marginalizada
Falsos profetas
Instituições arquitetadas pra oprimir
To esperando a procuração de Jesus
De que vocês falam em nome dele
E ainda que fosse!
Nada apaga o que vocês Igreja
Cometeram em nome santo
(inquisição, genocídios e preconceito)
Não merecem nossa Fé
Fé na Vida,
Que foi, num domingo de luta
Celebrada pela Arte de um ser vencedor:
Brilhou na avenida a Trans mais querida
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(Não precisa ser LBGT para ser solidário, basta ser humano, ser vivo. As injustiças diárias nos afetam a todos. Uma das piores, sem dúvida, é aquela praticada por pretensos arautos da fé.)

Para saber mais:
Texto Jean Wyllys
Fonte da composição da imagem utilizada

"Sou da época de fazer fila e cantar o hino nacional na escola"

Figura postada na página Memorial da História do Brasil

Passei por essa "época".
Não porque essa fosse uma característica da minha época, felizmente.
Entretanto meu colégio era de outra época e sempre prezou por manter algumas tradições.

Entre elas, obrigar as crianças a cantar o hino nacional, e a decorar não só este, mas também os hinos do colégio, da república, da bandeira e da independência. E, obviamente, através disto doutrinar como natural fosse nossa nacionalidade. Insuflar nosso patriotismo, o amor à pátria.
Porém pode um amor nascer da obrigação?

Mesmo os que aceitam e repetem são por isso nacionalistas?
Já outros resistem, questionam e buscam outras fontes de identidade.

Quem nos conduzia para cantar o hino era a professora de música.
O 'ato cívico' se dava na frente da escola, sob a bandeira, porém meio bizarramente de frente a uma avenida movimentada com ônibus, carros, buzinas e pedestres olhando curiosos.

Apesar de ser uma ocasião especial (pois acontecia mensalmente, ainda que sem muita regularidade), não era esperada ansiosamente por nós alunos.
Acabava que com o deslocamento até o pé da bandeira e a formação adequada para o hino perdíamos preciosos minutos daquele que era sim o melhor tempo da escola: o recreio.

Num destes dias em que fomos a turma 'sorteada', combinamos (eu e uns poucos cúmplices) que cantaríamos baixinho o hino da nação rubo-negra ao invés do brasileiro.

Começa a cantoria, com a professora regendo imperialmente lá na frente. Aos poucos os murmúrios do hino do Flamengo começam a se avolumar (éramos maioria absoluta) e suplantar os desmotivados sons do hino brasileiro. A professora transpareceu ser atropelada por um caminhão.
Colérica, interrompe a regência e brada: Vocês parecem índios!! Incivilizados! Não respeitam nem o hino nacional, a pátria!!

Obviamente fomos parar na disciplina, e nesse dia, o hino nos tirou o recreio todo...
No entanto, para mim que sempre tive no contato com os índios algo natural e 'brasileiro', ficou uma importante lição. O que era a nação? Civilização? Pátria?

Numa época onde os arroubos conservadores se explicitam em várias esferas da nossa vida, promover este saudosismo do autoritarismo na educação é bastante perigoso.

Escola não é quartel !!!

O futebol e o resto, no dia do 7 x 1

Não acho que será o caso, mas bem que o 'legado' da Copa poderia ser o da intervenção direta do Estado no futebol, uma reformulação total no tratamento dado ao esporte. Ou, por outro lado, o enterro por aqui desse estilo 'moderno' de jogo, onde é mais importante destruir as jogadas do que criá-las. Mesmo estilo que vem pelo menos desde a seleção do Parreira. Estilo adotado em massa pelos medíocres 'professores' brasileiros. Estilo que tomou de 7x1 de uma equipe, a qual pela nossa atual mediocridade futebolística, não conseguimos nem entender como joga.

Que me lembre a última vez que torci com afinco pela seleção brasileira foi 1994. Em 1998 a vergonhosa final me afastaria definitivamente da seleção canarinho. A decepção não foi somente pela derrota. Todo o contexto influi nessa decisão, especialmente a apatia do time formado por jogadores com salários milionários. Apesar de não ter vivido a época do Zico, minha paixão pelo futebol passa totalmente pelo Flamengo, pela identificação do time com o povo, com a multidão, com a raça... Tudo isso contado com muito orgulho por meu pai, meus irmãos mais velhos e também pesquisado e lido pelo novo flamenguista fanático.

E se isso era o Flamengo, a seleção na minha visão mais jovem era uma espécie de Flamengo em outra escala. Eram os maiores, com mais títulos, que mais traziam paixão para este esporte. Todos os outros se juntavam contra nós. Aos poucos os mitos foram sendo abalados. Valia meu fanatismo sofrer (e muito) com tamanha canalhice e dinheiro rondando o futebol? Afinal quem manda no Flamengo é uma diretoria que existe e se reproduz como casta, parasitária. A maior torcida do mundo não apita nada nas decisões que vão influenciar diretamente suas emoções. O mesmo vale para a CBF.

Contudo, além desse fator dinheiro e controle oligárquico, aos poucos foi surgindo e se apossando de mim uma enorme vergonha de torcer pela seleção brasileira. O que era o Brasil? O que é ser brasileiro? Diferente do que aprendemos na escola o Brasil não foi 'descoberto', o povo brasileiro não é cordial, e não foi formado pela feliz 'união das três raças'. Quanto mais lia sobre história (principalmente a história desse conjunto de terras que chamam Brasil) mais distante queria me posicionar desta forma de identidade nacionalista. Brasil é escravidão. Brasil é opressão. Brasil é latifúndio. Brasil é a elite hereditária. Brasil é genocídio.

Sim, mas isso foi há muito tempo, porque resgatar esses sentimentos? Simplesmente porque, para mim, o patriotismo brasileiro só pode trazer esse legado, pois isso é o que o de mais permanente nos constituiu enquanto nação. É claro que tenho orgulho de muitos 'brasileiros'. Porém, na grande maioria das vezes, meu orgulho é de brasileiros que trilharam  justamente o caminho contrário do que o país impunha para eles. Ainda hoje vemos o ridículo do nacionalismo sendo apropriado por grupos de esquerda, sem levar em conta que a maior parte dos lucros reais disso tudo não tem nada a ver com o Brasil. Ou alguém acredita que o Mcdonald´s e a Coca-cola estavam na torcida pela seleção? Ou mesmo a Ambev e o Itaú?

Me deixa triste saber que milhões de pessoas (principalmente os mais inocentes e fracos, as crianças) ficarão desamparadas e desesperadas com o resultado de hoje. Porém me deixa muito mais revoltado saber que todo o nacionalismo ufanista foi patrocinado pela grande mídia corporativa em conluio com os governos federal e estaduais. Que a Copa serviu de desculpa para uma escalada absurda da violência policial, do autoritarismo, do militarismo e do cerceamentos dos direitos civis. Que o verdadeiro legado da Copa no Brasil é o aumento da especulação imobiliária e das infames relações entre políticos/partidos e empreiteiras.

Continuo torcendo pelo Flamengo, por tudo que acredito que ele representa. Não mais tão fanaticamente como quando criança, porém acompanhando atentamente e também sofrendo pelo caminho sem volta tomado pelo futebol moderno. Como torcer fanaticamente agora nas bonitas e limpas arenas se aprendi a torcer desde bem pequeno no Maraca lotadíssimo, com a multidão em polvorosa?! Aliás, até mesmo o Maracanã foi destruído por interesses mesquinhos e de lucros financeiros imediatos. Perdi sim o interesse em frequentar o antigo maior estádio do mundo.

Ano passado, na hora da vitória da seleção brasileira sobre a sensação espanhola, na final da Copa das Confederações, estava nas imediações do perímetro FIFA do Maracanã, fugindo das ações criminosas do batalhão de choque + força nacional + exército... Choviam bombas dos helicópteros, e ainda assim das ruas dava pra ouvir os gritos de gol dos apartamentos às nossas voltas. De lá pra cá os protestos perderam em número e ganharam em conteúdo, muitas lutas importantes avançaram, e meu sentimento de revolta permanece. Não assistir aquele jogo ao vivo foi uma libertação. Enfim tinha certeza que não precisava daquilo.

A Luta dos Educadores no Rio de Janeiro



A luta dos educadores do Rio de Janeiro têm sido uma das mais vibrantes e persistentes desde as grandes manifestações de Junho/2013. 

Bastante mobilizados os professores realizam assembleias lotadas e atos de protesto constantes, comprovando um elevado grau de mobilização da categoria. Esta greve atual é a segunda neste período, a primeira foi deflagrada ano passado. Assistimos a formação de acampamentos de professores (os do estado em frente a ALERJ, e os do município na Cinelândia), tentativas de ocupação destas casas legislativas, enfim, muita luta!

Toda a educação da PMRJ para os professores
Após repetidas ações brutais das forças de segurança (já utilizando todo o aparato repressivo preparado para a Copa e os grandes eventos) a população embarcou nos protestos e parou a cidade, com passeatas gigantes e memoráveis. Infelizmente mesmo os grandes atos com dezenas de milhares de pessoas foram também atacados covardemente pela polícia, e então, a efetividade da tática black bloc se fez presente com massivo apoio dos educadores. Nasciam ali a Tropa de Prof e os Black Profs.


O ato mais emblemático do período foi o de 15 de outubro de 2013, dia dos Professores. Depois de percorrer a avenida Rio Branco a imensa passeata ocupou a Cinelândia. Alguns instantes bastaram para as tropas de choque chegaram para 'dispersar' a multidão... A noite acabou com a polícia fazendo um cordão de isolamento e cercando dezenas de pessoas que estavam sentadas nas escadas da Câmara dos Vereadores, e prendendo todas sob acusações descabidas e que relembraram os tempos da Ditadura Militar. (Aqui galeria de fotos do dia, carro da PM queimado, tiros a queima roupa, resistência black bloc).

Mesmo após o fim da greve (motivo de acaloradas controvérsias entre a direção do SEPE e grupos autonomistas) os professores se mantiveram mobilizados. Já neste ano de 2014 a greve retornou com toda a força, porém os atos estavam até agora restritos aos próprios servidores em greve. Novamente foram realizadas muitas ações com grande sucesso que ajudaram a divulgar e fortalecer a luta, como por exemplo o rolézinho no shopping, e o ato na apresentação da seleção brasileira. 

Este último, apesar de sofrer repressão mesmo antes de seu início (com tentativa de inviabilizar a chegada dos grevistas ao Aeroporto), foi muito bem sucedido e felizmente não acabou com a habitual truculência policial, provavelmente pela presença da mídia mundial...

Olha quem abre a passagem pra seleção!
Por fim, após pressão do Globo (que lançou a manchete: 'Segurança falha no primeiro teste'), em mais uma atitude vergonhosa do governo federal, o protesto foi usado como desculpa para a presidenta liberar o uso das forças armadas a torto e a direito. Atitude que, combinada com a suprema decisão do STF de permitir julgamento militar à civis, instala um verdadeiro estado de exceção. 

Aqui os perigosos professores se
aproximam do busão da seleção

Que absurdo! Adesivo no busão?! Exército nas ruas já!!
Outra atividade relacionada à greve na educação carioca foi feita ontem, na 'solenidade' de inauguração da ainda inacabada Transcarioca. Para Dilma, Pezão e Paes saírem bem na foto na inauguração do BRT as empreiteiras OAS e Andrade Gutierrez pagaram 140 reais mais café e almoço para os operários acompanharem os discursos, agitando bandeirinhas do Brasil (sim, qualquer semelhança com o fascismo promovido por Getúlio e governo militar é apenas coincidência...). (aqui a notícia da Falha de SP sobre o 'cachê dos manifestantes')

Não bastasse isolar os nossos supostos representantes no poder (afinal só quem pôde assistir os discurso e aparecer na TV foram os contratados) a repressão se fez presente, através dos seguranças da 'festa'. O vídeo mostra como os seguranças intimidavam os professores manifestantes: Esses “ senhores” são os seguranças do governo que estavam espalhados por toda a estação gritando e ofendendo quem falasse algo contra o governo. Um deles oferece vinte reais ao rapaz do gelo, para que ele jogue em cima dos professores. O policial militar presente garantiu que não fariam nada contra os professores. — em INAUGURAÇÃO DO BRT MADUREIRA -01.06.14.

Só como cereja do bolo, vamos problematizar esse grande legado, a Transcarioca. Além de representar mais um projeto de pagamento às empreiteiras pelo financiamento das campanhas eleitorais, o BRT é alvo de inúmeras críticas. Artigo do professor Mauro Kleiman, do IPPUR/UFRJ, recentemente publicado na Revista Chão Urbano, faz uma análise bastante precisa do BRT, principalmente do BRT Transcarioca. Críticas não faltam, e o artigo implode o discurso das propagandas felizes que nos obrigam a assistir diariamente: o BRT não é um legítimo BRT, as demandas por transporte público não serão nem de longe supridas (para o que seria necessário um transporte em outro modal, como VLT, trens ou metrô), o planejamento e execução da obra não tiveram nenhuma participação da sociedade, a falta total de integração entre o projeto e as políticas de uso do solo, serve diretamente à reprodução do oligopólio das empresas de transporte, entre muitas outras questões  (Clique aqui para ler o artigo, vale a pena!).

Por tudo isso devemos atender ao apelo dos educadores e amanhã, terça-feira, dia 03 de junho, as 17 horas todos de volta à simbólica Cinelândia para o ato: 


Copio aqui a descrição do evento no facebook:
"O ato do dia 28 de Maio foi marcado por uma grande violência contra as educadoras e educadores do Rio que estão em greve por uma educação melhor para nós alunos e nossas famílias. Uma professora foi presa, está sendo processada e vários educadores foram duramente agredidos, sendo que 5 foram para o Hospital Souza Aguiar. Vamos achar isso normal? Certo? Precisamos fazer como no ano passado e prestar todo nosso apoio aos profissionais da educação.
Chame seu colega de sala, seus pais ou responsáveis, seu professor, seu amigo, e vamos encher novamente as ruas do Rio para mostrar que a nossa prioridade é a saúde e a educação!"